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sábado, 20 de novembro de 2010

POST ~ Até no jogo pode ter alguma verdade...



Tudo começou em 1993, quando mais uma vida inocente entrou para esse mundo, porém, oficialmente em 31 de janeiro de 1994, o choro anunciava mais um ser humano: Diulianni Beccaria. Filha de Giovanni Beccaria e Flavia Martini Beccaria. Nasceu no hospital São Gerardo de Monza, em Lombardia.

A família Beccaria é uma das muitas famílias tradicionais mestiças de classe média, optando em morar no mundo trouxa, pelo simples fato de se acostumarem a não usar magia em todos seus afazeres; e, também uma maneira de educar os filhos: “Tudo deve-se conquistar com o seu próprio trabalho.” Mesmo vivendo junto com os trouxas, os pais nunca esconderam de seus filhos sua verdadeira identidade, de serem bruxos mestiços e que consequentemente, eles também seriam.

Flavia era uma mulher determinada, sempre seguiu com sua vida sem precisar da ajuda ninguém, sempre alcançando o que almejava por si só. Mãe de dois filhos: Caio (o mais velho) e Diulianni. Seguiu na profissão de astróloga, sempre tentando estabelecer uma correlação entre o espaço e os eventos na Terra. A profissão da mãe influenciou diretamente Diulianni, que constantemente consultava seu horóscopo e/ou seu mapa astral, para ver se era propício colocar seus planos em prática, que sempre deveria ocorrer com perfeição. Flavia sempre foi amiga e solidária com o próximo, não se importando com sua raça. Sua relação com sua filha era como de best friend, mas essa relação foi quebrada com sua morte por uma doença bruxa muito rara, no que consiste na pessoa não conseguir controlar a própria magia. Para se lembrar da mãe, a garota sempre leva uma caneta tinteiro, dada por sua mãe no seu aniversário de 5 anos.

Giovanni, 49 anos, mas não aparenta sua idade; as pessoas não lhe dão mais de 35 anos. Pai de quatro filhos, sendo dois homens e duas mulheres: Bianca; Caio; Diulianni e Arturo. Médico bem sucedido; e como todo homem (a maioria ao menos), se apaixonou por uma amiga de uma colega de trabalho: Isabella; Gio, como era chamado pelos familiares, começou a sair com Bella mesmo sendo casado com Flavia, e assumiu um relacionamento secreto com a chegada de Bianca. Diuli via o pai como seu “super-herói”, e ele, retribuía fazendo quase todas as vontades da filha e sendo muito amoroso, não apenas com Diuli, mas todos os filhos. Com a morte se sua esposa, ele assumiu oficialmente seu relacionamento com Isabella.

Isabella é a atual “mãe postiça” da italiana, conhecida também como madrasta. A artista plástica é mãe de um casal de filhos: Bianca e Arturo. Sempre bem humorada e sorridente, tenta ganhar a amizade e confiança de todos, principalmente dos filhos do primeiro casamento de Gio. Diulianni vê a madrasta como uma intrusa, uma verdadeira destruidora de lares, culpando-a pela morte de sua mãe, mesmo sabendo que Isabella não tem culpa. Mas é claro que não deixa transparecer isso, por causa de seu pai, a garota não quer ganhar a inimizade do mesmo. O único que sabe desse rancor guardado pela italiana é seu irmão mais velho, Caio. Inúmeras vezes, a garota já tentou matar a madrasta, mas não é preciso dizer que todas falharam, não?

Bianca é a meia-irmã mais velha, com seus 20 anos. Nasceu quando a relação entre seus pais ainda era secreta. Não precisa dizer que Diulianni odeia a irmã. Bia sempre é o alvo das armadilhas e travessuras da irmã mais nova: já a derrubou de dois lances de escada e fazendo-a fraturar vários ossos; já acordou a irmã com água gelada; já fez ela perder a fala por duas semanas, quando ainda estava sobre a magia incontrolável; em uma brincadeira de guerra de travesseiros, colocou pequenos pedregulhos em no mesmo, apenas para ter o prazer de machucar a irmã... Precisa dizer que elas se “amam” incondicionalmente e “perderia a vida” pela outra?

Caio é seu irmão de 18 anos, filho do primeiro casamento. Ele não faz diferenças entre os irmãos, trata-os como iguais, porém tem sua favorita. Pretende seguir a carreira de DJ, mesmo seu pai falando que ele deve entrar em uma universidade bruxa e conseguir algum trabalho no ministério, e se ele não quiser, para ele entrar para engenharia, porque ser DJ não daria um futuro a desejar. Diulianni vê o irmão como seu comparsa e confidente; é com ele que ela conta seus problemas e pede conselhos, que arma travessuras, que sabe realmente quem é a verdadeira Diulianni Beccaria, afinal, ele é o único irmão da qual ela realmente gosta.

Arturo é seu meio-irmão mais novo - por meses - pois ambos tem 14 anos. A garota o culpa por “roubar” seu lugar de mais nova da família, assim ficando com toda a atenção. Sempre os encontra em discussões e provocações, mas digamos, que a garota tenta de toda maneira se manter longe, pois algo no interior de Diuli vem mudando em relação ao meio-irmão.

Diulianni cresceu com seus pais, morando na França, Montpellier, até a morte de sua mãe, quando foi morar com sua avó Alice na Itália. Diuli tinha apenas cinco anos e oito meses.

Alice é uma mulher trabalhadora, suas mãos e sua face mostram isso, aos seus 65 anos. Italiana nata, a nonna – como é chamada pela neta – adora preparar os pratos prediletos de Diuli: tudo que envolva massa. A garota não tem o que reclamar; tem tudo o que quiser ao seu alcance e adora sua nonna.

Passou completamente sua infância inteira com a avó. Aos seis anos entrou para uma escola municipal para aprender o básico. Até os dez anos de idade, podemos dizer que a garota era um anjinho que caiu do céu na escola, mas quando entrou para quinta série, é onde os problemas começaram, e a anjinho se transformou numa diabinha.

Quando entrou para um colégio estadual, logo nos primeiros meses, a garota foi expulsa por brigar com uma colega de classe mais de cinco vezes em menos de um mês. Mudou-se para outro colégio, e o motivo da expulsão dessa fez foi por desacato ao professor, mas não foi aqueles simples “bate boca”; como sempre, um professor persegue o ano inteiro um aluno, e com Diulianni não foi diferente, porém, não era só o professor que a perseguia, mas ela também. Qualquer coisa que acontecia na classe, a culpa caia sobre a menina, mesmo ela não sendo a culpada. Com isso, a garota, ao poucos foi tramando contra o professor: deixar a porta meio aberta e com uma lixeira em cima dela, quando-a abrisse, caísse sobre a pessoa; afrouxar os parafusos na mesa do professor, para que quando colocasse seus materiais na mesma, caísse no chão; cola e/ou prego na cadeira; molhar os giz’s; entre outras coisas, causando-a mais uma expulsão.

Em sua quinta e sexta série, somaram num total de três expulsões, até o momento que chegou de entrar para uma escola de magia e bruxaria. A garota estava toda animada, afinal, finalmente chegara a hora de aprender feitiços, poções... Magia. A primeira compra de seus materiais ficara marcado para sempre; as lojas, os objetos, tudo era novo para ela, finalmente entrara para o mundo que seus pais, mas principalmente sua mãe, lhes falava. O que mais a agradou foi na escolha de sua varinha: “Não é você que escolhe a varinha, a varinha escolhe você!”

Nas compras, acabou ganhando um gato persa preto de sua avó, pois sua nonna pensava que talvez com um animal de estimação, coloca-se um pouco de responsabilidade e juízo na cabeça da neta.

Seus dois primeiros anos estudando magia foram maravilhosos, notas altas, nenhuma detenção... Parecia que a “anjinha” finalmente tinha voltado, o que acalmava um pouco a avó. Mas no terceiro ano, a história mudou seu percurso. Quebrando mais de trinta regras da escola e quase matando uma garota da mesma casa afogada, tudo por causa de um relacionamento juvenil; foi expulsa mais uma vez.

Enquanto morava com Alice, todas as férias, fosse em escola trouxa ou bruxa, passava na casa de seu pai e seus irmãos, porém, dessa vez fora definitivo. Seu pai, sabendo do ocorrido, trouxe a filha para morar novamente com ele, mesmo Alice dizendo que não era necessário, o que é claro, fez a garota ter repulsa com a idéia de morar novamente com seus meios-irmãos. Mas como dizem, todo lado ruim tem um lado bom, esse não fora diferente: ela poderia atormentar Bianca com mais frequência. O lado ruim seria ter que suportar Arturo.

Explicando melhor, para Diuli era fácil se passar por uma garota que adorava os meios-irmãos e a madrasta, sempre mantendo a “máscara” de menina delicada e gentil para o pai; pois tinha o apoio de seu irmão mais velho e conseguia controlar sem esforço nenhum Bianca. Mas Arturo era o contrário disso, ele sabia os pontos fracos da garota.

Quando vinha para a casa do pai, sempre deixava Bia em más situações, fazendo-a sempre levar a culpa, já Arturo era diferente. Quando ela tentava algo contra o garoto, ele revidava e sempre queria proteger a irmã mais velha. Em um amistoso jogo de quadribol entre os irmãos, Diuli lançou um balaço bem na perna de Arturo, deixando até hoje uma cicatriz, na qual ela se orgulha por isso, mas o garoto não deixou barato, deu o troco. Sabendo que a irmã tem medo de aranhas (Aracnofobia), colocou uma tarântula em sua cama, enquanto ela dormia. A garota acabou acordando aos berros e praguejando o irmão, enquanto tentava inutilmente tirar a aranha de seu braço.

Outra vez foi quando a garota, por pura diversão, o acordou com balde de água gelada num dia frio, e ele, para revidar, espalhou o perfume mais forte que tinha no quarto da garota, fazendo atacar a rinit da garota (ela tem alergia a cheiros fortes e pó). E é claro, sempre em reuniões de família, as provocações e desavenças sempre estavam presentes.

Agora, morando novamente com seu pai, recebera duas cartas para entrar ingressar numa escola de magia. Hogwarts e Beauxbatons. Seu pai acabou escolhendo pela escola francesa, assim ele teria mais controle das ações da filha, e essa decisão causou desgosto na garota, mas tentou manter a máscara de “filha compreensiva”.


Porque Beauxbatons? Será que ele não percebe que essa é a pior opção? E se eu cair Fleaurenetique? Ai sim será meu fim! Nada mais que compreensivo, se fosse para o mesmo albergue que seu irmão, certamente entraria no inferno. Tentava não ficar lembrando disso a cada segundo e tentava se focar no seu futuro, onde pretendia ser uma Auror. Agora teria apenas que ter paciência para ver o que aconteceria, afinal, o futuro é inserto.

domingo, 5 de setembro de 2010

~ { POST 2

Narração.
Fala.
Pensamentos.
Outros.


A melodia saiu igual à beleza de quem me acompanhou nessa sinfonia. Deveras você toca esplendidamente bem.

As palavras de Tayara encabularam o menino, que olhava para ela em relances, a melodia tinha realmente saído perfeitamente, culpa dos hábeis talentos ou da química que se mostrava fortemente presente a cada minuto?

Posso dizer a mesma coisa...

Disse em um murmúrio, voltou-se para Tayara, parecia tão sem jeito quanto ele, olhava em seus olhos e por alguns instantes havia se esquecido quão lindos eram, a menina voltou-se para as partituras, procurava o nada em meios às folhas, seus olhos deixavam claro tal coisa, Luca voltou sua atenção as teclas do piano, escutava o doce som do silencio que já se estendia há alguns minutos.


Vai cara, fala alguma coisa, qualquer coisa...

Pensava o menino, seria mentira afirmar que um simples ato não passava por sua mente, no entanto havia pessoas lá fora com quem ele se preocupava, e a quem não queria magoar, mesmo sendo livre, e isso tornava a simples ação quase impraticável, olhava de canto de olho para a menina ao seu lado, aquela situação não poderia se estender por toda a noite, mas como sempre a iniciativa partiu de Tayara.

Então?

Murmurou a menina levantando o rosto de Luca em sua direção, acariciava delicadamente seu rosto, a proximidade era inegável, um turbilhão de coisas passava pela confusa cabeça do menino, queria?
Sim queria, entretanto não deveria a quem dar ouvido?
Estavam próximos por demais agora, entretanto Luca permanecia imóvel, olhava fundo nos negros olhos de Tay, era possível resistir?
A menina voltara seus olhos para as teclas do piano, para sorte e alivio de Luca, que se levantara, passava uma das mãos na nuca, enquanto a outra repousava em seu bolso, o que quase acabara de fazer?

Sentara-se de novo ao lado de Tay, recostara ao piano, cruzara os braços, seria a hora de mudar de assunto?

E então esta sabendo da festa da Leeds hoje à noite?

Obvio que sim... Você vai?

Sim, vou com a Sophie...

Luca calara-se repentinamente, como se tivesse dito algo inapropriado para aquele momento, os olhos de Tayara que antes estavam fixos nele esvaíram-se mostrando um Q de descontentamento.

A sim a Sophie.

É realmente havia sido inapropriado, Luca realmente tinha a sensibilidade de uma pedra em certos momentos, a menina dedilhava algumas teclas a esmos, Luca não compreendia o porquê de tal reação, pobre Luca não enxergaria o obvio nem que fosse esfregado em seu rosto.

Hã... E você? Vai com quem?

Vou com o professor Andrews de aritmancia.

Hã... Legal, legal...

No fundo não era tão legal assim, no fim das contas isso o incomodava um pouco, só não admitia isso por não se dar conta de tal coisa, um silencio constrangedor começava a tomar conta do lugar, culpa única e exclusivamente de Luca, afinal fora depois do nome Sophie que Tayara se calara, tinha que fazer algo para reparar isso.
Olhava por toda a sala em busca de algo que lhe ajudasse, porem Merlim parecia estar contra ele, nada, absolutamente nada, fora então...

Dança comigo?

Disse pondo-se de pé estendendo uma das mãos a Tayara que olhara da mão para Luca, esboçava um sorriso, no entanto Luca permaneceu em sua posição.

Luca não tem música.

E daí? – Disse puxando-a para perto de si, uma de suas mãos ostentava a de Tay ao ar enquanto a outra jazia em sua cintura, a proximidade novamente tornava-se presente.

É só fechar os olhos e fazer de conta.

Dizia sussurrando ao ouvido de Tay, realmente o lugar era um silencio pleno, entretanto ambos bailaram como se uma orquestra estivesse presente, ao fim pararam, mas ainda juntos, encaravam-se, seus rostos ficavam cada vez mais próximos, agora não tinha saída, próximos, próximos...


O Luca ate que enfim, passamos a tarde toda te procurando, o que você veio fazer aqui?

Era Dean Bastet, um conhecido amigo da Blenheim, chegara espalhafatoso como sempre, Luca olhava incrédulo para o amigo, soltara Tayara, olhara de relance para ela um tanto quanto sem jeito.


O meu velho, você esqueceu da festa da Leeds? Perguntava o amigo jogando um braço por cima de Luca.

Dean essa é Tayara Bonjorno.

A sim, eu já trombei com ela na aula de feitiços... Mas o que vocês estavam fazendo aqui?

Um breve silencio, os olhos de Luca e Tayara cruzaram-se nostalgicamente, Dean olhara de um para outro, tirando o braço de cima de Luca.

Ai... I gente foi mal, eu não sabia que... Que... Afinal, vocês tão juntos?
Mas Luca e a Sophie?

Ruborizado Luca empurrou Dean ate a porta sobre protestos do menino que dizia não saber, voltou ate Tayara sem jeito.


Er... Desculpa, o Dean é um tanto... Um tanto...

Sem problemas Luca...

Disse Tayara em um sorriso, aproximou-se do menino dando-lhe um beijo no rosto, voltara-se para as partituras.

Então eu te vejo na festa certo? – Perguntou o menino tentando abafar os gritos de Dean que o chamava.

Com toda a certeza.

Luca sorrira e saira, ainda tinha que se arrumar e pegar Sophie, não entendera muito bem o que acontecera naquela sala, mas algo lhe dizia que a festa seria decisiva.

By: Luca Vandergueld Fróes/Tempos de RPG Nobel/2008!

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

~ { POST

Tayara Bonjorno & Luca Vandergueld

Narração
Tayara Bonjorno
Pensamentos
Luca Vandergueld


Droga, droga, droga...

Seus dias estavam bastante agitados e corridos, mesmo sendo início de aulas, não estava encontrando tempo para descansar a cabeça, ficar a só, sem ninguém a incomodar... Tempo que estava procurando, mal tinha, mas aquele dia tinha decido que iria fazer algo diferente, alguma coisa para se distrair; os livros já não tinham mais essa função, estava passando horas demais em cima deles para as aulas que já estava enjoando, tanto de tratou de coloca-los em baixo de sua cama, não queria velos pelo menos uma semana; nem ela mesma sabia o motivo de estar se esforçando tanto em livros, nunca fora de ler muito, mas ultimamente estava sentindo necessidade de lê-los.

Decidiu parar de “mofar” no dormitório e desceu as escadas para ver se tinha algo acontecendo de interessante no salão comunal, mas se enganara, não havia nada fora do comum, apenas aqueles alunos das famosas “panelinhas” jogando conversa fora, coisa que sempre estavam fazendo, nada a mais, apenas conversando.
Sentiu um aperto em seu coração, estava com saudades de seus velhos amigos de colegial. Nenhum deles havia ido para Nobel, a não ser sua irmã Anny, que mesmo dividindo o dormitório com ela e mais duas garotas, nunca a via.


Melhor assim, pelo menos ela não vem com histórias da nossa família!

O assunto família para Tay, era a mesma coisa que falar com as paredes. Nunca prestava atenção. Começou a agir desse jeito a partir do 7º ano em Hogwarts, onde seus pais começaram a pegar em seu pé que ela deveria ajuda-los em seus negócios empresarias e passar mais tempo com eles. Bonjorno era do tipo da garota que estaria em uma fase insuportável, para ela ninguém a entendia, a não ser às vezes Anny, mas mesmo assim não ligava muito, pois sua irmã se relacionava ao termo família também; mesmo assim, gostava dela, ás vezes, mesmo ela enchendo as suas paciências, era em alguns sentidos parecida com Tayara.

E quando a gente mais precisa dela, ela resolve sumir.

Estava uma verdadeira guerra dentro da cabeça da moça, queria descansar, ficar sozinha, mas ao mesmo tempo conversar com alguém. Queria falar com a irmã e ao mesmo tempo não queria. A jovem em conflito não conseguia distinguir qual de suas vontades falava mais alto, na qual resolveu ir dar uma volta no jardim, talvez o aroma das flores a ajuda-se a ficar menos confusa.

Andando com passos firmes, mas devagar; não estava com pressa e queria aproveitar aquele momento para tentar organizar seus pensamentos, que já estavam a deixando meio maluca, por assim dizer.
Nos corredores, alguns alunos que perambulavam pelo local; no saguão de entrada, seus olhos cintilavam em direção aos quadros, sempre que passava por ali, alguma coisa a chamava sua atenção para os quadros, como se tivesse alguma coisa que a convidasse a olha-los mais de pertos; algo de misterioso tinha aqueles quadros e a italiana decidira a qualquer dia descobrir o segredo que eles traziam.

O dia lá fora estava razoavelmente estabilizado; estava anoitecendo, no céu havia poucas nuvens e o sol já estava se pondo. Vislumbrava a paisagem a sua volta, o perfume das flores no ar, o som do farfalhar das árvores ao longe, alguns pássaros passavam por ali. Resolvera se sentar em banco que jazia quase a sua frente. Um pouco mais relaxada, conseguia separar seus pensamentos e finalmente decidira o que fazer: iria fazer uma coisa que estava com vontade há tempos, dês de que chegou, mas não havia tido oportunidade ainda.

Levantou-se em um salto de onde estava e voltou rapidamente para seu dormitório, esbarrara em algumas pessoas, mas não parou para se desculpar; se fosse alguém realmente importante, poderia se dar mal no futuro, mas e daí? O futuro para ela estava muito distante e queria viver o presente. Caminhava segura do que iria fazer, não tocava piano a o que!? Dois anos aproximadamente, só não sabia se tinha trazido consigo suas partituras.

Subiu as escadas correndo, quase escorregando no ultimo degrau. Abriu a porta do quarto e foi direto em seu malão. Revirou todas suas coisas ali, quase matando Edd sufocado de tanta roupa que jogou em cima dele.
Desculpa Edd, ninguém mandou ficar no caminho também! O escorpião olhou para ela com uma cara de desapontamento, mas nada de tão grave que Tay tivesse que se preocupar.

Não está aqui... Não posso ter deixado em casa. Onde... Onde... onde que está?

Foi em direção no guarda-roupa, se não estivesse ali, pode ter certeza que a morena iria ter um “piti” no mesmo momento, mas para sua sorte, encontrou seu livro de partituras em uma das gavetas. Com as partituras na mão, olhou novamente para o quarto que estava um caos; arrumou tudo rapidamente e se pôs a ir para o local mais distante e silencioso de Nobel.
Andava mais alegremente, brincando com as folhas em suas mãos, fazendo-as flutuarem. Defronte a porta que daria paz e sossego merecido a italiana, parou por uns segundos a observa-la; abriu-a vagarosamente e dentro do cômodo, dava para ouviu alguém tocando no piano, uma música que não era desconhecia aos seus ouvidos, tentava lembra-se do nome, mas não conseguia.

Andava cautelosamente até o final do cômodo, não queria alertar no imediato momento que estivesse ali. Observando o rapaz que a tocava com tanta elegância, parecia não ter notado ainda a sua presença. Bonjorno ficou parada no local onde estava, apreciando a musica e o garoto – isso é meio obvio não!? -, iria esperar a música acabar para falar alguma coisa.
Inúmeras frases passavam pela sua cabeça, mas decidiu usar a mais simples. No mesmo momento que o rapaz parou de tocar, disse.


Bela música. – indo em direção a uma poltrona que jazia quase na frente de uma lareira; colocando suas partituras em seu colo. Realmente você era a última pessoa que eu esperava encontrar nesse lugar. – terminou a frase com um sorriso em seus lábios.

Hã... Desculpe-me não te vi.

Sem problemas Luca, cheguei há pouco.

Disse se reconfortando na poltrona e olhando para Luca, como se quisesse buscar algo que havia perdido e não estava encontrando.

Não sabia que você tocava tão bem, pra falar a verdade nem sabia que você tocava.

Disse rindo, deveras, aquele garoto com tem “trombara” no primeiro dia na Instituição, seria uma das últimas pessoas que ela pensasse que saberia tocar piano.

Pois é, diguemos que faço parte de uma linhagem tradicional, mas pelo que eu vejo não sou o único que toco.

O olhar da garota alternava entre suas partituras e o belo garoto. Deveras havia muito a descobrir do jovem Vandergueld, na qual estava deposta a esse desafio.

Pois é, há muito sobre mim que você desconhece.

Como sempre, é a primeira impressão que fica. Certamente a primeira impressão que a italiana passou para o rapaz, não foi uma das suas melhores, na verdade, tinha certeza que fora uma das piores, mas poderia mudar seu conceito, certo?


Posso ver?


Claro.

Não pensou nem duas vezes ao responder, levantou-se, indo até o piano, sentando-se ao lado de Luca. Deveras, estava com vontade de tocar algo que Luca conhecesse, mas escolhera uma de suas composições. Qual o motivo? Não se sabe, apenas a simples vontade de tocar algo que havia feito. Compor não era o forte da garota, mesmo assim, a melodia que saia do objeto era até encantador. Enquanto olhava para o rapaz, o mesmo folheava as partituras.

Muito bom, mas não me recordo, de qual compositor seria?

De Tayara Bonjorno.


Sabia que isso causaria um certo espanto; nem todas pessoas que sabem apreciar a arte de dedilhar um piano, compunha melodias próprias. Os olhos de Luca estavam sobre a garota, onde parecia buscar alguma explicação para a resposta da garota.

Que bom que gostou... Costumo fazer isso como meu passatempo particular.

Passatempo particular, que já lhe custara muito caro às vezes, mas nunca se importou muito com o pagamento; quando estava inspirada para compor músicas, o mundo poderia desabar em cima da bela italiana, mesmo assim, terminaria antes, para depois ir resolver o acontecimento.
Observava que o menino encara as partituras, talvez para disfarçar à proximidade dos dois, ou não.


Gostaria de tocar comigo?

Ousadia da parte da garota? Talvez, mas obteve uma resposta afirmativa, com Luca rindo. Com as partituras ajeitadas para que ambos pudessem vê-la, puseram-se a tocar em apenas num único piano. Já tentara antigamente isso com outras pessoas, mas nunca dera certo, sempre um errava ou se adiantava nos tempos das notas, mas com Luca foi totalmente diferente, a sintonia entre os jovens e a melodia estava perfeita, nem um erro sequer; tocaram juntos por um bom tempo, ao fim da sinfonia, Tayara não pode deixar de elogiar.

A melodia saiu igual à beleza de quem me acompanhou nessa sinfonia. Deveras você toca esplendidamente bem.

Seu rosto havia um leve rubor, mas não deixou de olhar nos verdes de Luca, onde pareceu o garoto ficar ruborizado, abaixando a cabeça e olhou fixamente para as teclas, ficara em silêncio alguns segundos, a garota pensou que havia falado algo errado, mas no que teria de mais em um “simples elogio”? Mas logo percebeu que pensara errado.

Posso dizer a mesma coisa...

Sentia uma espécie de “borboletas” em seus estômago, sabia que isso ocorrera depois do que Luca falara. Olhava fixamente para o rapaz, logo desviou seu olhar para as partituras; pegou e começou a folhá-las freneticamente, tentava achar alguma coisa a falas, mas nada de produtivo sua mente, apenas ficava se culpando e depois se desculpando.

Fiz errado... Não fiz... Fiz sim... Não mesmo... Claro que fiz... Claro que não...

A garota não parava de se contradizer e continuava a procurar algo em vão em suas partituras, mas às vezes que olhava para Luca, podia ver o garoto a observando, mas ainda de cabeça baixa. Não sabia como agir, raramente ficava desse estado, sem ação, só significava uma coisa, aconteceria algo naquele local, mas o que não se sabe. Colocando as folhas em seu colo, fixou novamente o olhar em Luca. Com a sua mão, colocou-a no queixo do garoto, levantando-o rosto, fazendo com que ambos olhassem dentro dos olhos...

Então...

Disse meio sem graça, não sabia o que fala, mas mesmo assim não desviou o olhar; à proximidade de ambos era inevitável. Passava suavemente sua mão direita no rosto do belo rapaz, mas logo a pousou sobre seu colo novamente. Alternava seu olhar entre os belos olhos verdes e os lábios de Vandergueld; inúmeros pensamentos de atitudes passavam pela sua mente, não agiu o que estava pensando, apenas voltou seu olhar para as teclas negras piano.

Sorte da moça que te tem!